segunda-feira

Eu não sei

Às vezes eu sou como um gatinho arranhando, 
com medo demais para enfiar as unhas 
e agarrar.
E vou afundando em sono e pesar, pesar, pesar... 
Até inchar, 
pesada, com as pernas fracas, 
caindo para o chão.

E ninguém enxerga 
mas vou desaparecendo,
e sucumbindo dentro de mim mesma,
e realmente não importa que vejam.
Não quero que vejam.
Alguém dentro de mim quer que notem 
e enxerguem
e exclamem "não faça isso"
mas não sou eu.

Eu já quase não existo.
E isto não é bonito,
nem poético. 
Nem era pra ser assim.
Não era pra ser.

Não era pra ser...

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