Essa estrela que vai crescendo dentro de mim vai implodir
aos poucos. Não é tortura, é um experimento muito cruel do meu próprio
organismo. Eu puxo meus dedos eu puxo o ar com meus dedos como se puxa um
lençol e ele se contorce numa imagem psicodélica. Como aquelas bolhas de ar
saindo de dentro do Donnie Darko. É o ar ou é o tempo ou só sou eu
tentando domar a vida. Só sou. Desviando a atenção do que está na minha
frente, porque eu não gosto de olhar a indiferença de frente. É melhor bailar
com o ar, enquanto meus dedos sugam as coisas que eu não vejo e comprimem isso
e tudo se ajeita. Mas na verdade é horrível. É horrível.
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